Entre os principais desafios de tornar a operação industrial mais eficiente, a integração entre logística e fontes renováveis de energia surge como um dos caminhos mais promissores para o setor de embalagens plásticas. Elias Assum Sabbag Junior atua nesse contexto em um momento em que reduzir desperdícios e equilibrar custo operacional deixou de ser apenas uma meta ambiental e passou a representar vantagem competitiva direta.
A redução de desperdícios ao longo da cadeia logística envolve decisões que vão muito além do transporte em si. Embalagens mal dimensionadas geram espaço vazio em caminhões, aumentam o número de viagens necessárias para escoar a mesma produção e elevam a emissão de carbono por unidade transportada, fator que ganha peso conforme empresas passam a medir sua pegada ambiental com mais rigor.
Por que a eficiência logística está diretamente ligada ao tipo de embalagem utilizada?
O dimensionamento correto da embalagem influencia diversos pontos, como a quantidade de paletes que o caminhão comporta, quantas viagens são necessárias para escoar determinado volume de produção e também qual o desgaste das cargas durante o transporte. Pequenos ajustes em projeto de embalagem podem gerar economia significativa em combustível e em emissões ao longo de toda a cadeia.
O especialista em embalagens plásticas Elias Assum Sabbag Junior frisa que projetos mal planejados podem gerar custos logísticos ocultos, que são notados apenas quando a empresa dedica tempo analisando indicadores de fretes e consumo de combustível por longos períodos.
Um exemplo prático está nas embalagens secundárias usadas para agrupar caixas menores em paletes. Quando o projeto considera a otimização do espaço cúbico do veículo, e não apenas a proteção do produto, é possível aumentar significativamente a quantidade de carga transportada por viagem, reduzindo o número total de deslocamentos necessários para atender à mesma demanda.
Energia renovável ganha espaço nos parques industriais
A implantação de fontes renováveis, como energia solar fotovoltaica e biomassa, tem avançado entre indústrias que buscam reduzir custos operacionais e, ao mesmo tempo, atender às metas de descarbonização. O movimento impacta diretamente o custo de produção de embalagens plásticas, já que processos de extrusão e injeção demandam consumo intenso de energia elétrica.

Iniciativas como as adotadas pela Cartonale, que tem investido em fontes renováveis para abastecer parte de sua operação produtiva, ilustram como o setor de embalagens plásticas vem incorporando a transição energética como parte da estratégia de redução de custos e de impacto ambiental.
Parques industriais que adotam geração própria de energia, seja por meio de painéis solares instalados em telhados de galpões ou por contratos de fornecimento de energia limpa no mercado livre, conseguem reduzir a exposição a oscilações tarifárias. A previsibilidade no custo energético facilita o planejamento financeiro de operações que dependem de processos produtivos contínuos e intensivos em eletricidade.
Quais barreiras dificultam a transição para uma logística mais sustentável?
Na avaliação de Elias Assum Sabbag Junior, investir simultaneamente em eficiência logística e energia limpa exige capital inicial considerável, o que nem sempre está disponível para empresas de menor porte dentro da cadeia produtiva. Grandes indústrias costumam antecipar esses investimentos estruturais com mais facilidade, enquanto fornecedores menores dependem de prazos mais longos para amortizar a transição.
Soma-se a isso a complexidade regulatória, que varia entre estados e municípios em relação a incentivos para energia renovável e a normas de transporte de cargas. A fragmentação dificulta o planejamento de longo prazo para indústrias que operam em diversas regiões do país.
Para contornar esse cenário, parte das indústrias tem buscado parcerias com transportadoras especializadas em rotas otimizadas e veículos com motorização mais eficiente, reduzindo o consumo de combustível por tonelada transportada sem depender exclusivamente de investimento próprio em frota. O arranjo permite ganhos de eficiência logística mesmo em empresas que ainda não têm condição financeira para internalizar toda a estrutura de transporte sustentável.
Como a competitividade industrial pode se beneficiar dessas mudanças?
Empresas que conseguem equilibrar eficiência logística, redução de desperdícios e uso de energia renovável tendem a ganhar competitividade frente a concorrentes que ainda tratam sustentabilidade como custo adicional, e não como parte da estratégia produtiva.
Elias Assum Sabbag Junior explica que compradores corporativos de diversos setores já incluem critérios de eficiência energética e logística em seus processos de qualificação de fornecedores, o que amplia a pressão para que indústrias de embalagens plásticas comprovem, com dados concretos, o desempenho ambiental de suas operações. O movimento tende a se intensificar conforme cresce a exigência por relatórios de sustentabilidade ao longo de toda a cadeia de suprimentos.
Indicadores como consumo de combustível por tonelada transportada e percentual de energia renovável utilizada na produção começam a integrar painéis de gestão de grandes indústrias, permitindo comparar fornecedores não apenas por preço, mas também por eficiência operacional. A mudança de critério tende a beneficiar empresas que já estruturaram processos de monitoramento ambiental de forma consistente.
Como ressalta Elias Assum Sabbag Junior, o cenário indica que a combinação entre eficiência operacional e responsabilidade ambiental deve se tornar critério decisivo na escolha de fornecedores de embalagens plásticas nos próximos anos.

