Levantamento da IPC Maps mostra crescimento de 6,6% no setor, impulsionado pelas férias de julho e liderado por São Paulo.
O turismo brasileiro caminha para mais um ano de expansão. Segundo levantamento da IPC Maps, empresa especializada em potencial de consumo, o setor deve movimentar R$ 106,9 bilhões ao longo de 2026, valor 6,6% superior ao registrado em 2025. A projeção considera gastos com alimentação, hospedagem, passagens aéreas, passagens rodoviárias, combustível e excursões, um retrato abrangente de quanto os brasileiros pretendem investir para viajar pelo país neste ano.
O estudo chega em um momento de aquecimento da demanda turística, puxado principalmente pelas férias escolares de julho, período em que famílias costumam organizar viagens e o fluxo de passageiros nas rodovias e aeroportos aumenta de forma significativa. Para quem está de olho no orçamento de viagem deste ano, os números ajudam a entender para onde vai o dinheiro do turista brasileiro e quais regiões concentram o maior movimento.
O que explica o crescimento do turismo em 2026
De acordo com a IPC Maps, o resultado positivo reflete tanto o aumento do número de viagens quanto a alta nos preços de serviços turísticos ao longo do ano. A metodologia da pesquisa reúne dados de consumo relacionados a alimentação, hospedagem, transporte aéreo e rodoviário, abastecimento de veículos e passeios, o que permite estimar o tamanho real do mercado de viagens no país. O crescimento de 6,6% em relação a 2025 mantém o setor em trajetória de recuperação, movimento que vem se consolidando nos últimos anos, período em que o turismo doméstico ganhou força como alternativa mais acessível às viagens internacionais.
A força das férias de julho tem peso relevante nesse cálculo. É nesse período que boa parte das famílias brasileiras aproveita o recesso escolar para viajar, o que gera pico de demanda em rodovias, aeroportos e destinos turísticos de todas as regiões. Somado a isso, o calendário de datas comemorativas de companhias aéreas e programas de fidelidade, como aniversários de bancos e operadoras, costuma coincidir com esse período e estimular promoções que facilitam a compra de passagens e pacotes, o que também contribui para elevar o volume de gastos do setor.
São Paulo lidera o ranking nacional de gastos turísticos
Entre os destaques do levantamento está a liderança do estado de São Paulo, que deve concentrar R$ 33,8 bilhões em gastos turísticos até o fim de 2026, a maior fatia entre todos os estados brasileiros. A posição de destaque reflete tanto o peso econômico da região quanto sua condição de principal polo de negócios, eventos e conexões aéreas do país, fatores que atraem viajantes a turismo e a trabalho ao longo de todo o ano.
A concentração de gastos em São Paulo também está relacionada à intensa movimentação de voos que passam pela capital paulista, considerada um dos principais hubs aéreos da América Latina. Grande parte das conexões nacionais e boa parcela dos voos internacionais que chegam ou partem do Brasil passam por aeroportos paulistas, o que aumenta o fluxo de passageiros na cidade e impulsiona gastos com hospedagem, alimentação e deslocamento, mesmo entre quem está apenas de passagem para outro destino.
O que o resultado indica para o viajante brasileiro
Para quem planeja viajar em 2026, os números da IPC Maps funcionam como um termômetro do mercado. Um setor em expansão costuma significar mais oferta de voos, hospedagem e pacotes turísticos, mas também pode pressionar os preços em datas de alta demanda, como as próprias férias de julho. Por isso, especialistas em turismo costumam recomendar planejamento antecipado, com reserva de passagens e hospedagem com meses de antecedência, especialmente para destinos mais concorridos.
O aquecimento do setor também tem efeito direto na economia local de diferentes regiões do país, já que o turismo gera empregos diretos e indiretos, movimenta pequenos negócios e fortalece a infraestrutura de destinos fora dos grandes centros. Com a expansão prevista para este ano, cidades que investem em atrativos culturais, naturais e gastronômicos tendem a se beneficiar da busca crescente por experiências fora do circuito turístico tradicional, tendência que vem ganhando espaço entre viajantes brasileiros nos últimos anos.
Os R$ 106,9 bilhões projetados para 2026 confirmam que o turismo segue como um dos setores mais relevantes da economia brasileira, com efeitos que vão muito além das viagens em si. Para o viajante, entender esse cenário ajuda a antecipar decisões, comparar preços com mais critério e aproveitar melhor as janelas de promoção que costumam surgir ao longo do ano. Já para destinos e empresas do setor, o crescimento reforça a importância de investir em qualidade de atendimento e infraestrutura para dar conta da demanda crescente. Com as férias de julho em curso e o segundo semestre se aproximando, a expectativa é que o ritmo positivo do turismo brasileiro continue sendo acompanhado de perto por quem vive e por quem consome o setor.
Fontes:
https://pontospravoar.com/turismo-brasileiro-deve-movimentar-mais-de-r-106-bilhoes-em-2026/
https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/institucional/30-destaques-em-30-dias-confira-as-noticias-mais-importantes-do-turismo-em-junho-de-2026/

