Elmar Juan Passos Varjão Bomfim está associado a projetos de infraestrutura pesada em que a análise financeira não pode se limitar ao investimento inicial, pois os principais impactos econômicos surgem ao longo do tempo. Em obras de grande porte, decisões técnicas aparentemente pontuais acabam determinando custos recorrentes de manutenção, adaptações futuras e eficiência operacional, influenciando diretamente a sustentabilidade financeira do empreendimento.
Nesse tipo de projeto, a engenharia assume função estratégica ao conectar escolhas técnicas a consequências econômicas de médio e longo prazo. Quando a infraestrutura é pensada apenas sob a ótica do menor custo imediato, cria-se um cenário propenso a gastos contínuos e imprevisíveis. Por outro lado, decisões bem fundamentadas desde a concepção contribuem para maior estabilidade financeira ao longo de todo o ciclo de vida da obra.
Engenharia de projeto como determinante do custo ao longo do tempo
Na concepção de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o custo total de uma obra começa a ser definido antes mesmo do início da execução, especialmente na fase de projeto. A escolha de sistemas estruturais, materiais e soluções construtivas interfere diretamente na durabilidade da infraestrutura e na frequência de intervenções futuras. Projetos que negligenciam essa análise tendem a apresentar custos crescentes ao longo dos anos, mesmo quando entregues dentro do orçamento inicial.
Além disso, decisões relacionadas ao dimensionamento da estrutura, à redundância de sistemas e à compatibilidade entre componentes impactam diretamente a eficiência operacional. Uma engenharia bem planejada reduz a necessidade de reforços estruturais, paralisações corretivas e substituições prematuras, fatores que comprometem o equilíbrio financeiro do empreendimento ao longo de sua vida útil.
Manutenção, operação e previsibilidade orçamentária
Outro ponto central está na relação entre engenharia e custos de manutenção. Conforme sinaliza Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, obras de infraestrutura pesada exigem planos de manutenção contínuos, que podem representar parcela significativa do custo total do projeto ao longo do tempo. Quando esses aspectos não são considerados no projeto inicial, a operação passa a conviver com despesas recorrentes difíceis de prever e controlar.

A adoção de soluções técnicas que facilitem inspeções, substituições e ajustes operacionais contribui para maior previsibilidade orçamentária. Sistemas acessíveis, materiais adequados ao ambiente de uso e soluções construtivas compatíveis com a operação reduzem a necessidade de intervenções emergenciais, normalmente mais onerosas e disruptivas.
Flexibilidade estrutural e adaptação a novos usos
Infraestruturas pesadas raramente permanecem inalteradas durante toda a sua vida útil. Segundo destaca Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, mudanças regulatórias, tecnológicas ou operacionais frequentemente exigem adaptações estruturais. Quando a engenharia não considera essa possibilidade, qualquer modificação futura tende a gerar custos elevados e interrupções prolongadas.
A incorporação de flexibilidade no projeto, por meio de reservas técnicas, dimensionamentos estratégicos e soluções modulares, permite que a infraestrutura se adapte a novas demandas com menor impacto financeiro. Essa abordagem reduz a necessidade de reconstruções extensas e preserva o valor do ativo ao longo do tempo.
Engenharia como instrumento de gestão financeira de longo prazo
Mais do que um componente técnico, a engenharia de infraestrutura passa a atuar como ferramenta de gestão financeira. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim observa que projetos bem-sucedidos são aqueles em que decisões técnicas estão alinhadas a uma visão econômica ampliada, considerando não apenas o custo de implantação, mas todo o ciclo de vida da obra.
Quando engenharia, planejamento financeiro e gestão de ativos operam integradamente, o resultado é uma infraestrutura mais estável, com menor exposição a gastos imprevistos e maior capacidade de planejamento. Essa integração fortalece a tomada de decisão e contribui para investimentos mais eficientes e sustentáveis.
Infraestrutura pesada e responsabilidade econômica
Ao considerar o impacto de longo prazo das decisões técnicas, a engenharia passa a exercer papel relevante também sob a ótica da responsabilidade econômica. Conforme reforça Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, obras de infraestrutura pesada envolvem recursos significativos e afetam diretamente a competitividade e a sustentabilidade de organizações e entes públicos.
Nesse sentido, pensar o custo total do ciclo de vida deixa de ser uma escolha opcional e passa a ser uma exigência técnica e estratégica. A engenharia, quando aplicada com visão de longo prazo, contribui para obras mais duráveis, financeiramente previsíveis e alinhadas às demandas futuras, consolidando-se como elemento central na gestão eficiente da infraestrutura.
Autor: Gigle Catabriga

